Do mais belo azulejo, até pobreza que parece ser infinita.
A ilha do amor, parece derramar sangue e dor.
O que vejo nos seus olhos são lágrimas?
Sim, queria poder ver o pôr do sol sem vigiar-me... tranquilo.
A mulata que anda com a trouxa de roupa na cabeça
cedo vai trabalhar pra ganhar o pão de cada dia,
amassado...talvez. Mais ela quer sobreviver.
Sobreviver ao grito que soa do gigantesco engarrafamento
quase como uma serpente encantada, mas magia alguma há.
Te descrever, Oh São Luís, nada mais que uma tarefa fácil.
Basta um olhar para a realidade, e tua vida te decifrarei.
Entre esquinas de escadarias, beleza avisto tão longe
Ah tempos penso em esquecer o que se vive,
mas as memórias são muitas.
Grande museu a céu aberto, que encanta quem de fora vem,
Já não me encanta tanto, pois sei teus defeitos, tuas ironias,
tuas histórias mal contadas, que canto por dizer em mais belas
frases de dor que me causastes.
Do mais puro azul do céu,
até a fumaça que escapa de seus ônibus, tão opaca, cinzenta até
que nos deixa incapaz de ver seus sabiás voadores, que cantam
um canto novo a cada dia.
Oh São Luís, orgulho de ti tenho, muito por demais, até faço
poemas para te homenagear, te agradar, mas me enganas.
Enganas por mostrar tuas qualidades, não tua realidade.
Que ilha bela, a contradição me consome, me toma pelo braço.
mais quero que sejas feliz São Luís.
Vem ser feliz.
Por: Ian Prates

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