Mãe, algo difícil de se definir de cara.
Eu me lembro de tanta coisa ao lembrar dessa palavra.
Cada momento da minha infância, cada dia, tudo se resume a ela.
Lembro-me tão bem quando caia, chorava e corria diretamente aos braços dela. Sentia nela a segurança, a minha cura. Algo me consolava, ainda me consola. Esse "algo" se chama AMOR DE MÃE.
Quando criança o que queremos mesmo é fazer tudo, mas não podemos. Ela sempre nos mostrou o que é certo e errado, o que tínhamos que fazer. Gritava sempre a hora de entrar pra banhar, ou até dormir.
Eu gostava mesmo quando podia ficar até tarde na rua enquanto ela ficava conversando na porta.
Quando criança, ela é nosso refúgio, nosso amparo, nosso abandono.
Agente cresce e parece que aquele abandono se torna chato.
quando adolescentes prematuros, pensamos que podemos tudo sozinhos.
Começamos a desprezar o que um dia demos valor.
E esse desprezo gera consequências, pequenas discussões, ela quer nos fazer o bem, porém, não deixamos.
Ela só quer nosso bem...
Ao sair de casa já "maiores de idade" pensamos que a chatisse acabou, finalmente livres de afazeres.
Soltos pelo mundo fazemos o que queremos, já em nossa própria casa, não precisamos receber ordem.
Mais algo falta e nós nem percebemos.
Criamos uma família, continuamos a vida sem ela.
Mais um dia, já adultos, amadurecidos, percebemos algo que faltava, não mais voltará.
Nos recordamos de tudo, desde a infância...Tudo que fez por nós. Ela Partiu pra sempre.
Esse é o único defeito da nossa mãe, não ser eterna. por isso zele pelo
que você tem em casa. Um dos maiores bens da vida
Mãe, Nossa razão de viver.

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