sábado, 12 de maio de 2012

Nossa razão de viver

Mãe, algo difícil de se definir de cara.
Eu me lembro de tanta coisa ao lembrar dessa palavra.
Cada momento da minha infância, cada dia, tudo se resume a ela.
Lembro-me tão bem quando caia, chorava e corria diretamente aos braços dela. Sentia nela a segurança, a minha cura. Algo me consolava, ainda me consola. Esse "algo" se chama AMOR DE MÃE.
Quando criança o que queremos mesmo é fazer tudo, mas não podemos. Ela sempre nos mostrou o que é certo e errado, o que tínhamos que fazer. Gritava sempre a hora de entrar pra banhar, ou até dormir.
Eu gostava mesmo quando podia ficar até tarde na rua enquanto ela ficava conversando na porta.
Quando criança, ela é nosso refúgio, nosso amparo, nosso abandono.
Agente cresce e parece que aquele abandono se torna chato.
quando adolescentes prematuros, pensamos que podemos tudo sozinhos.
Começamos a desprezar o que um dia demos valor.
E esse desprezo gera consequências, pequenas discussões, ela quer nos fazer o bem, porém, não deixamos.
Ela só quer nosso bem...
Ao sair de casa já "maiores de idade" pensamos que a chatisse acabou, finalmente livres de afazeres.
Soltos pelo mundo fazemos o que queremos, já em nossa própria casa, não precisamos receber ordem.
Mais algo falta e nós nem percebemos.
Criamos uma família, continuamos a vida sem ela.
Mais um dia, já adultos, amadurecidos, percebemos algo que faltava, não mais voltará.
Nos recordamos de tudo, desde a infância...Tudo que fez por nós. Ela Partiu pra sempre.
Esse é o único defeito da nossa mãe, não ser eterna. por isso zele pelo
que você tem em casa. Um dos maiores bens da vida
Mãe, Nossa razão de viver.



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